Espetáculo e Laboratório de Teatro

País das canções de embalar

Uma criação

Companhia
Ariadne

Laboratório de Teatro

18 e 19 nov. 2021
17h00

Espetáculo

20 nov. 2021.
19h00

Uma assistente de bordo guia-nos para uma viagem e pede para nos esquecermos. Duas mulheres. Um músico. Uma travessia em barco à vela. O local de encontro no meio do Oceano Atlântico: São Miguel. Querem sonhar uma mulher e impô-la à realidade.
Entre quem age e quem narra, entre o autor no texto e o autor do texto surge um conflito e a narradora perde o controlo da linguagem à medida que o texto prolifera. A história que queria ter contado era a história de um cão de água português que, por razões que desconhece, foi-lhe impossível dizer.
O dispositivo cénico joga com as questões que se abrem na busca de uma identidade, quer seja a identidade de Vítor, de um país, de uma cidade ou de um cão: e se a diferenciação entre eu e tu fosse impossível? E se a certeza e autenticidade de um “eu” já não se constituísse como problema?
Fechar os olhos e ver. Embalar o sono para se esquecer de si, para tecer uma rede de embalar em que repousam as palavras. Lugares de imaginação onde ecoam canções de embalar que evocam interrogações.
Por outro lado, é preciso não esquecer que uma canção de embalar, com as suas repetições hipnóticas, pode cristalizar-se numa canção moralizante e unívoca, adormecendo literalmente as consciências dos vivos, fazendo esquecer a violência.
“A minha autobiografia é sempre a história de vida de outra pessoa.”
David Antunes, Nós, Os Animais, 2013.

Criação: Projeto Ariadne
Com: Carlos Sério, Daniela Silva e Vânia Geraz
Texto: Daniela Silva e Vânia Geraz
Músicas: Melodia e letra – Vânia Geraz Composição – António Neves da Silva e Carlos Sério
Direção e produção: Vânia Geraz
Desenho de som: Carlos Sério
Desenho de luz: Rui Seabra

Conceção do espaço cénico e figurinos: Ângela C., Daniela Silva e Vânia Geraz
Design gráfico: Pedro Fonte
Coprodução: Teatro do Noroeste – CDV e Creta – Laboratório de Criação Teatral
Com o apoio: Fundação GDA e DGARTES
Agradecimentos: Emília Amorim, Companhia Olga Roriz e Oficina Impossível
M/12

Laboratório: "Como uma canção de embalar no fundo de uma concha"

Sobre o Laboratório

Neste laboratório, os participantes irão experimentar o conceito de identidade, o que difere um eu de um tu. Com dinamização de Vânia Geraz (atriz e criadora), e Carlos Sério (músico e compositor), o duo explica: “Abriremos possibilidades de dar voz àquilo que não tem voz. Sabemos que a identidade depende do poder da palavra. E se não pensássemos a língua como um instrumento dominado por um ser que fala? E se pensássemos que a essência da palavra é a promessa, isto quer dizer, que elas enviam para o futuro.”

Este laboratório terá a duração de 6 horas (3 horas por dia) e destina-se a maiores de 15 anos, com ou sem experiência teatral. As inscrições são limitadas.

Quando: 18 e 19 de Novembro, 2021. 17h00-20h00
Onde: Órfeão de Viseu (R. Serpa Pinto 156, 3500-219 Viseu)
Duração: 6 horas (3 horas p/dia)
Público-alvo: Jovens e adultos interessados em teatro
Idade mínima: 15 anos
Experiência em teatro: Não necessita

Vânia Geraz

Nasceu em 1982, em Viana do Castelo. Mestre em Artes Cénicas na FCSH da Universidade Nova de Lisboa com a tese Máscaras e pessoas: aparatos que conferem voz, face e identidade. Licenciada em Psicologia, (Escolar e da Educação) na Universidade do Minho; e em Teatro – ramo atores – na ESTC. Participou em criações de Luís Miguel Cintra. Participou como criadora/atriz nas criações coletivas Arranjo Para Concerto (Atelier Romântico em Lisboa) e Flight Recorder Do Not Open (Festival Ofélia em Caldas da Rainha / FATAL Teatro da Politécnica). Participou nas seguintes criações da companhia auéééu-Teatro entre os anos 2015-2019 como criadora/atriz: Falta Tinta Vermelha (CCB / Comuna Teatro de Pesquisa), How To Do Things With Bodies (em Óbidos a convite da Cia JGM), Tradição (Rua das Gaivotas / Teatro da Garagem / Teatro Nacional D. Maria II); em parceria com Espaço Neutro, 9 anos depois – trilogia a partir da Ilíada – parte I (Comuna Teatro de Pesquisa); 9 anos depois – trilogia a partir da Ilíada – PARTE II (Rua das Gaivotas 6 / Teatro Ibérico / Teatro da Politécnica / Cine-Teatro Municipal de Elvas / Teatro Municipal Sá de Miranda de Viana do Castelo), Um Passo Atrás (C.C. Olga Cadaval / Auditório Municipal de Vila do Conde / Cine-Teatro Rio Maior / C.C. Cartaxo / Teatro das Figuras). Em 2016 cria a instalação sonora  Carta a um professor universitário. Em 2017 teve formação em Teatro Coreográfico e Performance Vocal no Panthéatre – França.  Em 2019 frequenta curso de Butoh com o professor Tadashi Endo. Conceptualiza e dinamiza laboratórios de teatro para crianças e jovens.

Carlos Sério

Nasceu em Lisboa em 1977. Estudou Guitarra Clássica, Guitarra Eléctrica, Piano, Improvisação, Análise Musical, Composição e História da Música com o Prof. Jorge Lee e Oratória com a Prof. Helena Lee, especializando-se em Jazz e Improvisação. Frequentou a Licenciatura em Ciências Musicais pela Universidade Nova de Lisboa em 1998. Foi instrumentista nas produções de teatro musical Canção de Lisboa (2005) de Filipe la Féria; Hip-Hop Parque (2007) e Piratada à Portuguesa (2008) de Hélder Freire Costa e Marina Mota Produções; Agarra que é Honesto (2009) de Hélder Freire Costa. Como arranjador participou na produção de Marina Mota Isto Agora Vai ou Marcha (2009). Em 2008 cria o projecto de temas originais Carlos Sério Trio, com Pedro Teixeira no baixo e Sérgio Caldeira na bateria. Criou, em parceria com a MIAU Associação Cultural, o ciclo de poesia e música Improvisada Serial Jam. Desde 2010 que leciona as disciplinas de Piano e Guitarra Clássica na Oeiras International School e em Ensino Particular.

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