O Lugar De Onde Se Ouve

Nascido na edição de 2020, O Lugar de Onde se Ouve propõe um exercício simples de imaginação: por sugestão de um conteúdo áudio, habitar lugares reais com histórias e personagens inventadas.

Novos episódios

Uma cidade vazia de gente, como se todos tivessem decidido partir ao mesmo tempo. E deixaram para trás as suas coisas largadas pelos passeios e ruas de Viseu: malas, documentos, relógios, chaves, telemóveis, embalagens de pastilha elástica, moedas, sacos de compras, peluches, mapas, pensos rápidos, livros, remédios, roupas. E uma única pessoa.

Texto: Alex Cassal
Interpretação: Jorgette Dumby
Sonorização e edição: Dennis Xavier
Introdução: Ana Seia de Matos (voz)
Citações: “Killing an arab” de The Cure, “O Estrangeiro” de Caetano Veloso e “Cartilha da cura” de Ana Cristina César
Ilustração: L Filipe dos Santos
Agradecimentos: Joana Frazão, Catarina Saraiva e Alexandre Valinho Gigas

Rui Pina Coelho escreveu um conjunto de telegramas de voz, no segundo episódio de “O Lugar de Onde se Ouve” desta temporada.

Texto: Rui Pina Coelho
Interpretação: Joana Martins
Sonorização e edição: Dennis Xavier
Introdução: Ana Seia de Matos (voz)
Ilustração: L Filipe dos Santos

Na Taberna Dona Maria, uma cliente fiel rememora, entre um e outro gole de sua mini, alguns momentos de sua extraordinária estadia em Viseu.

Texto: Keli Freitas
Interpretação: Sónia Barbosa
Sonorização e edição: Dennis Xavier
Introdução: Ana Seia de Matos (voz)
Ilustração: L Filipe dos Santos

Autores convidados

Depois de habitar os Claustros da Sé de Viseu, a Cava de Viriato, e a Mata do Fontelo, em 2021 convidamos quatro dramaturgos portugueses a visitar Viseu, escolher lugares reais, e habitá-los com a imaginação. Conheça-os aqui.

1983, Brasil. É criadora, dramaturga e actriz. Graduada em Letras pela PUC – Rio e Mestranda em Estudos Portugueses pela Universidade Nova de Lisboa.
Formada em Artes Cénicas em 2003 pela CAL (Casa das Artes de Laranjeiras - RJ), trabalhou desde então com inúmeras companhias, coletivos e encenadorxs como Enrique Diaz, Aderbal Freire-Filho, Lola Árias (Argentina), João Fonseca, Renato Linhares, Inez Viana, Diogo Liberano, Pedro Brício, Jefferson Miranda, Paulo de Moraes, Cristina Moura, Antônio Abujamra (no Brasil); e com Tiago Rodrigues, Alex Cassal, Cláudia Gaiolas, Paula Diogo, Raquel Castro, entre outrxs (em Portugal).
Seu texto Osmarina Pernambuco Não Consegue Esquecer foi concluído no âmbito do Laboratório de Escrita para Teatro do TNDMII, e estreou no TNDMII em Novembro de 2019, com direção e interpretação suas.
Adicionar um lugar ausente, a primeira parte de uma trilogia autobiográfica que tem desenvolvido, apresentou-se pela primeira vez em julho de 2020 no Teatro Municipal São Luiz. Em Setembro de 2020 foi artista convidada do festival Linha de Fuga, em Coimbra, sendo co-criadora e co-encenadora do espetáculo Speed Date juntamente com Alex Cassal, Márcia Lança e Renato Linhares.
É uma das autoras convidadas do projeto Panos 2021/2022.
Colecionadora de correspondências de anônimos, desenvolve trabalhos autorais no campo da escrita cotidiana, como o projeto Carimbaria.

Évora, 1975. é Professor Auxiliar na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.  Dirige o Centro de Estudos de Teatro da FLUL e a Sinais de Cena – Revista de estudos de teatro e artes performativas. Publicou Este título não que é muito longo. Textos para teatro (2011-2'18) (Companhia das Ilhas, 2020); António Pedro (Colecção Biografias do Teatro Português, CET/ TNDMII/ IN-CM, 2017); A hora do crime: A violência na dramaturgia britânica do pós-Segunda Guerra Mundial (1951-1967) (Peter Lang, 2016); Casa da Comédia (1946-1975): Um palco para uma ideia de teatro (INCM, 2009); Inesgotável Koltès: Dois ensaios sobre Na solidão dos campos de algodão de Bernard-Marie Koltès (ESTC, 2009); Às vezes quase me acontecem coisas boas quando me ponho a falar sozinho (Companhia das Ilhas, 2013) e Já passaram quantos anos perguntou ele e outros textos(Húmus/TEP, 2013), entre outros títulos. Coordena o volume Teatro Contemporâneo Português: Experimentalismo, Política e Utopia [título provisório] (TNDMII/Bicho do Mato, 2017). Coordena o Laboratório de Escrita para Teatro, do Teatro Nacional D. Maria II, de 2015 a 2019. Colabora regularmente com o TEP – Teatro Experimental do Porto, enquanto dramaturgo e dramaturgista.

Nasceu em Porto Alegre, Brasil, 1967. Nos anos 80, foi um dos fundadores do Movimento de Grupos de Teatro de Rua de Porto Alegre, no qual contribuiu para a busca de novas diretrizes para a arte em espaços públicos. Licenciou-se em História pela UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro. É encenador, dramaturgo e performer. Os seus trabalhos exploram a relação com o outro e o desvendamento dos mecanismos cênicos na criação de espaços de encontro e desafio artístico. No Brasil, integra o grupo Foguetes Maravilha e, em Portugal, a estrutura Má-Criação. Colaborou com artistas do teatro e da dança como Enrique Diaz, Felipe Rocha, Renato Linhares, Alice Ripoll, Dani Lima, Gustavo Ciríaco, Denise Stutz, Michelle Moura e o grupo Dimenti (no Brasil); e Tiago Rodrigues, Cláudia Gaiolas, Paula Diogo, Marco Paiva, Márcia Lança, Keli Freitas e Sofia Dias & Vítor Roriz (em Portugal). Nos últimos anos, criou os espectáculos As Cidades Invisíveis (2016), Tiranossauro Rex (2017), Ex-Zombies: uma Conferência (2018), Um Tigre-Lírio é Difícil de Encontrar (2018), Morrer no Teatro (2019), A Menor Língua do Mundo (2019) e Speed Date (2020), entre outros. Vive em Lisboa.

Nasceu em Lisboa, em 1977. Licenciada em Filosofia. Mestre em Estética e Filosofia da Arte pela Faculdade de Letras (Universidade de Lisboa).
Ingressou no Centro de Pedagogia e Animação, do Centro Cultural de Belém, em 2005, sob a direção de Madalena Victorino, onde desenvolveu projectos de relação entre as artes e a educação para público escolar, familiar e especializado. Desenvolveu, em 2008, com Madalena Victorino e Rita Batista, para a Direção-Geral das Artes, “O Livro Escuro e Claro”, cuja distribuição acompanhou em 2012, dando formação a equipas e professores. Colaborou ainda na conceção da exposição “Uma Carta Coreográfica” da autoria
de Madalena Victorino, para a Direção-Geral das Artes.
Integrou a equipa de Giacomo Scalisi, vertentes de Produção e Relação com a Comunidade, na inauguração do Teatro Municipal de Portimão, em 2008.
Trabalha em áreas como a escrita e a dramaturgia, com Madalena Victorino (“Caruma” e “Vale”), Giacomo Scalisi (“Teatro das Compras”), Teatro Regional da Serra de Montemuro (“Sem Sentido”) e Catarina Requeijo (assistência de encenação ao espectáculo “Amarelo”, texto de “A Grande Corrida” e de “Muita Tralha, Pouca Tralha”). Encenou, em 2012, o espectáculo “A Verdadeira História do Teatro”, para o Teatro Maria Matos, em 2013, “A Verdadeira História da Ciência”, para a Fundação Calouste Gulbenkian.
Fundou, em 2014, a companhia FORMIGA ATÓMICA com Miguel Fragata, com quem co-criou os espectáculos “A Caminhada dos Elefantes” (2013); “The Wall” (2015); “A Visita Escocesa” e “Do Bosque para o Mundo” (2016), “Montanha-Russa” (2018) e “Fake” (2020), ocupando-se da escrita dos textos.
É autora, juntamente com Miguel Fragata e Mariana Malhão, do livro “Ciclone – Diário de uma Montanha-Russa”, editado pela Orfeu Negro e vencedor do prémio SPA na categoria de melhor livro infanto-juvenil 2020, um texto que resultou do espectáculo “Montanha-Russa”.
Deu formação na área da escrita a professores e adultos, no Sou – Movimento e Arte, Fundação C. Gulbenkian e Circolando.

Primeira temporada (2020)

Regressamos à Mata do Fontelo, em Viseu. “Já não estamos lá mas é como se nunca tivéssemos saído” – Parte 3, da companhia Mochos no Telhado, convida-nos a revisitar esta histórica mata viseense para, embalados pelas vozes dos protagonistas, preenchermos o lugar de memórias. “O Lugar de Onde se Ouve” deve ser ouvido, sempre que possível, no lugar onde a cena se passa.

Criação: Mochos no Telhado
Texto e Interpretação: Dennis Xavier e Sofia Moura
Sonorização: Dennis Xavier
Introdução: Ana Seia de Matos (voz); Sérgio Delgado (mistura)
Ilustração: L Filipe dos Santos

Na Cava de Viriato, onde a bruma apaga as biografias, transformando tudo num anonimato silencioso, um homem visita o espaço com o corpo de outro, um estranho que não sacode as memórias que caem das folhas. A maldição de um herói é ser transformado em pedra.

Texto de Ricardo Cabaça
Interpretação de Pedro Filipe Mendes
Sonorizado e editado por Sérgio Delgado
Introdução: Ana Seia de Matos (voz)
Ilustração: L FIlipe dos Santos
Este episódio foi uma oferta da Companhia 33 Ânimos

Regressamos à Mata do Fontelo, em Viseu. “Já não estamos lá mas é como se nunca tivéssemos saído” – Parte 2, da companhia Mochos no Telhado, convida-nos a revisitar esta histórica mata viseense para, embalados pela voz do protagonista, preenchermos o lugar de memórias. “O Lugar de Onde se Ouve” deve ser ouvido, sempre que possível, no lugar onde a cena se passa.

Criação: Mochos no Telhado
Texto, interpretação e sonorização: Dennis Xavier
Participação: Sofia Moura
Introdução: Ana Seia de Matos (voz); Sérgio Delgado (mistura)
Ilustração: L Filipe dos Santos

Um quarto com uma janela para paisagens distantes. “Caribe”, de Raquel Castro mostra-nos o conflito de quem, nunca saindo do quarto, ambiciona pisar o suave areal de uma praia distante.

Texto e Interpretação de Raquel Castro
Sonorizado e editado por Sérgio Delgado
Introdução: Ana Seia de Matos (voz)
Ilustração: L Filipe dos Santos
Agradecimentos: Pedro Costa

Os claustros da Sé de Viseu são o palco de um encontro entre uma mulher e um estranho violinista que lhe pede toda a sua atenção: ela conta-nos como a canção tocada por ele a salva e condena ao mesmo tempo.

Texto de Guilherme Gomes
Interpretado por Nídia Roque
Sonorizado e editado por Sérgio Delgado
Introdução: Ana Seia de Matos (voz)
Ilustração: corcoise.net

Num canto, num canto do quarto, num canto do mundo, num canto. Uma voz num canto, a anunciar todo o potencial do seu movimento. “Nada mais curioso do que estar no canto do quarto” é sobre o conflito entre a conquista do nosso canto e a sede do mundo inteiro.

Texto de João Cachola
Interpretado por Roberto Terra
Sonorizado e editado por Sérgio Delgado
Introdução: Ana Seia de Matos (voz)
Ilustração: corcoise.net

É na Mata do Fontelo, em Viseu. “Já não estamos lá mas é como se nunca tivéssemos saído”, da companhia Mochos no Telhado, convida-nos a escolher um lugar nesta histórica mata viseense para, embalados pela voz da protagonista, preenchermos o lugar de memórias. “O Lugar de Onde se Ouve” deve ser ouvido, sempre que possível, no lugar onde a cena se passa.

Criação: Mochos no Telhado
Texto e interpretação: Sofia Moura
Desenho de som: Dennis Xavier
Introdução: Ana Seia de Matos (voz); Sérgio Delgado (mistura)
Ilustração: corcoise.net