O Princípio de um Espectáculo com Miguel Fragata e Inês Barahona

O Princípio de um Espectáculo com Miguel Fragata e Inês Barahona

Miguel Fragata e Inês Barahona criaram alguns dos mais belos e entusiasmantes espectáculos portugueses nos últimos anos. A companhia Formiga Atómica, que dirigem, apresenta-se como uma companhia para pensar as questões contemporâneas, fundando o trabalho para cada espectáculo, num período de pesquisa que o antecede. Apresentam-se regularmente em Portugal, Bélgica e França, tendo feito o espectáculo de abertura do Festival de Avignon em 2018.

Sobre Miguel Fragata

Nasceu no Porto, em 1983. É encenador e ator. Estudou Teatro na ESMAE e na ESTC. Trabalhou com os encenadores Jorge Andrade, Madalena Victorino, Cristina Carvalhal, Catarina Requeijo, Giacomo Scalisi, Rafaela Santos, Gabriel Villela e Agnès Desfosses, entre outros.
Em 2014, fundou a Formiga Atómica, companhia de Teatro que dirige e na qual concebeu e encenou espetáculos sobre questões contemporâneas, destinados a todos os públicos.
Os seus projetos são habitualmente antecedidos por períodos de pesquisa motivados pelos temas e/ou públicos que abordam. Entre as suas criações, destacam-se Fake, Montanha-Russa, A Caminhada dos Elefantes, Do Bosque para o Mundo, The Wall e A Visita Escocesa.
Os seus espetáculos têm sido apresentados em teatros e festivais por todo o território nacional, Espanha, França, Bélgica, Alemanha e Suíça.
Colabora regularmente com a Orfeu Negro na criação de leituras encenadas.
É autor, juntamente com Inês Barahona e Mariana Malhão, do livro “Ciclone – Diário de uma Montanha-Russa”, editado pela Orfeu Negro e vencedor do prémio SPA na categoria de melhor livro infanto-juvenil 2020.

Sobre Inês Barahona

Nasceu em Lisboa, em 1977. Licenciada em Filosofia. Mestre em Estética e Filosofia da Arte pela Faculdade de Letras (Universidade de Lisboa).
Ingressou no Centro de Pedagogia e Animação, do Centro Cultural de Belém, em 2005, sob a direção de Madalena Victorino, onde desenvolveu projectos de relação entre as artes e a educação para público escolar, familiar e especializado. Desenvolveu, em 2008, com Madalena Victorino e Rita Batista, para a Direção-Geral das Artes, “O Livro Escuro e Claro”, cuja distribuição acompanhou em 2012, dando formação a equipas e professores. Colaborou ainda na conceção da exposição “Uma Carta Coreográfica” da autoria
de Madalena Victorino, para a Direção-Geral das Artes.
Integrou a equipa de Giacomo Scalisi, vertentes de Produção e Relação com a Comunidade, na inauguração do Teatro Municipal de Portimão, em 2008.
Trabalha em áreas como a escrita e a dramaturgia, com Madalena Victorino (“Caruma” e “Vale”), Giacomo Scalisi (“Teatro das Compras”), Teatro Regional da Serra de Montemuro (“Sem Sentido”) e Catarina Requeijo (assistência de encenação ao espectáculo “Amarelo”, texto de “A Grande Corrida” e de “Muita Tralha, Pouca Tralha”). Encenou, em 2012, o espectáculo “A Verdadeira História do Teatro”, para o Teatro Maria Matos, em 2013, “A Verdadeira História da Ciência”, para a Fundação Calouste Gulbenkian.
Fundou, em 2014, a companhia FORMIGA ATÓMICA com Miguel Fragata, com quem co-criou os espectáculos “A Caminhada dos Elefantes” (2013); “The Wall” (2015); “A Visita Escocesa” e “Do Bosque para o Mundo” (2016), “Montanha-Russa” (2018) e “Fake” (2020), ocupando-se da escrita dos textos.
É autora, juntamente com Miguel Fragata e Mariana Malhão, do livro “Ciclone – Diário de uma Montanha-Russa”, editado pela Orfeu Negro e vencedor do prémio SPA na categoria de melhor livro infanto-juvenil 2020, um texto que resultou do espectáculo “Montanha-Russa”.
Deu formação na área da escrita a professores e adultos, no Sou – Movimento e Arte, Fundação C. Gulbenkian e Circolando.

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O Princípio de um Espectáculo com João de Brito

O Princípio de um Espectáculo com João de Brito

Para além do entusiasmante percurso de João de Brito como criador, como tem sido hábito, n’O Princípio de um Espectáculo acabaremos por conversar sobre os métodos de produção. O LAMA Teatro, companhia que co-fundou, desenvolve um trabalho em relação com o público de Faro. A relação deste trabalho com o trabalho de companhias que estão sediadas em Viseu será um dos assuntos a tocar.

Sobre João de Brito

Nasceu em Faro. Licenciado em Teatro – Formação de Actores, pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Mestrado em Práticas Culturais para Municípios pela FCSH (Univ. Nova de Lisboa).
Cocriador dos espetáculos Romeu e Romeu, Fit (IN), Carripana, NOVO_Título Provisório, Ainda Assim, A história que não queria ser livro, Habitamus, T.3, JBWB -900, És-passos e Brilharetes, com os seguintes artistas: David Granada, Elmano Sancho, Estêvão Antunes, Leonor Cabral, Manuela Pedroso, Noiserv, Nuno Preto, Tiago Cadete, Tiago Nogueira, Wagner Borges e Yola Pinto.
Em Teatro foi dirigido por: Carlos Avilez, Francisco Campos, Catarina Requeijo, Rui Mendes, Rui Catalão, João Galante e Ana Borralho, Tiago Gandra, Madalena Victorino, Marta Silva, Marta Coutinho, Filomena Oliveira, Miguel Loureiro e André Guedes, Bruno Bravo, Rui Neto, Gonçalo Amorim, Giacomo Scalisi, Miguel Fragata, Inês Barahona, Carlos Marques, João Brites, Nuno M. Cardoso, Jorge Silva, José́ Peixoto, Jorge Silva Melo, Marta Lapa, Tiago Cadete, Marco Paiva, Maria Camões, Yola Pinto, Paulo Lage, Cristina Carvalhal, Ávila Costa, Luís Zagalo, tendo colaborado com as companhias: Artistas Unidos, Colectivo 84, Casa Branca, Formiga Atómica, Primeiros Sintomas, Rumo do Fumo, Teatro oBando, Teatro dos Alóes, Te.Atrito, Teatro da Sibila, Teatro Experimental de Cascais e Teatro Experimental do Porto. Encenou os espectáculos À Babuja, Roubei um livro na cabine de leitura e hoje vou ler, Insuflável, Elastic, Seattle, Cataplay, Leôncio & Lena, Manuel In, Actrizes, Barafunda e Comida.
Em Cinema trabalhou com António Pedro Vasconcelos, Diogo Simão, Pedro Filipe Marques, Francisco Carvalho, Frederico Ferreira, Maria Pinto, Philip Rylatt, Sérgio Graciano, Telmo Vicente e Margarida Gil.
Trabalha regularmente em televisão, publicidade e locuções. Colaborou com o Serviço Educativo da Culturgest entre 2010 e 2016. Co-fundador e Director Artístico do LAMA Teatro (2010/…).

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O Princípio de um Espectáculo com Guilherme Gomes

O Princípio de um Espectáculo com Guilherme Gomes

No dia seguinte à estreia de “Invocação ao meu corpo”, o encenador Guilherme Gomes passa do papel de moderador a moderado e conversa sobre o seu princípio de um espectáculo.

Director artístico do projecto CRETA, Guilherme Gomes é antes de mais criador. Seja no papel de actor seja, essencialmente, como escritor e encenador, trabalho que tem desenvolvido nos últimos anos no Teatro da Cidade, companhia da qual é membro fundador.

Sobre Guilherme Gomes

Nasceu em Viseu, em 1993. Iniciou-se no projecto PANOS, encenado por Graeme Pulleyn, no Teatro Viriato. Criou os projectos online de divulgação de poesia Odeapessoa e Dizedor. Frequentou a Royal Academy of Dramatic Arts, em Londres, no verão de 2010. Em 2011 ingressa na ESTC, onde se forma no ramo de Actores. Trabalhou com João Mota, Luis Miguel Cintra, Jorge Silva Melo, Giacomo Scalisi, Sónia Barbosa. Cofundou o Teatro da Cidade, escreveu “TOPOGRAFIA” (2017), “que boa ideia, virmos para as montanhas” (2018), que também encenou, “Agora, que o carro do sol já passou” (2018), “Karoshi” (2019), “Lamento de Ciela” (2019), que também encenou. Em 2019 foi-lhe atribuído o prémio Autores SPA, na categoria Teatro – Melhor Texto Português Representado pela peça “Que boa ideia, virmos para as montanhas” do Teatro da Cidade. Desde então, escreveu para cinema e teatro, assumindo o papel de dramaturgo residente no Teatro da Cidade. Frequentou o Mestrado em Sociologia, no ISCTE – IUL. É, desde 2019, coordenador do projecto CRETA – laboratório de criação teatral, um projecto de programação financiado pelo Município de Viseu.

Nao Auditório do IPDJ, Viseu

O Princípio de um Espectáculo com Miguel Jesus

O Princípio de um Espectáculo com Miguel Jesus

No seguimento dos encontros que o ano passado tivemos com Luis Miguel Cintra e Bruno Bravo, este ano convidamos criadores de teatro a falar sobre as suas metodologias e as ideias.

Miguel Jesus encenador e membro da direcção artística do Teatro O Bando e connosco irá partilhar a sua perspectiva.

Sobre Miguel Jesus

É licenciado em Artes do Espectáculo pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É membro da direcção da cooperativa e da direcção artística do Teatro O Bando na área da Dramaturgia. Trabalhou como assistente de encenação e coordenador de produção de vários espectáculos encenados por João Brites.  Como encenador, dirigiu vários espectáculos com uma forte componente musical (desde concertos encenados a uma ópera infantil), bem como espectáculos ao ar livre e em espaços inusitados. Como dramaturgista, já criou espectáculos a partir de poemas de Manuel António Pina, António Maria Lisboa e Almada Negreiros, e a partir de romances e contos de Vergílio Ferreira, Hélia Correia, Mia Couto, José Eduardo Agualusa, Raul Brandão e Dante Alighieri. Em 2010 fundou a GALATEIA – Edição e Produção Cultural, onde publicou INÊS MORRE, uma peça de teatro sobre o mito histórico de Pedro e Inês. Em 2010 publicou o seu primeiro livro de poemas, PRIMEIRA ESTRADA, do qual realizou leituras musicadas em diversos locais; em 2014 publicou QUARENTENA – compilação de poemas presentes no espectáculo homónimo de celebração dos 40 anos de existência do Teatro O Bando; e em 2019, PURGATÓRIO, texto da adaptação livre que fez das palavras de Dante Alighieri, traduzidas por Sophia de Mello Breyner Andresen. Em 2020 encenou o espectáculo ANTES DO MAR a partir do romance “Um Bailarino na Batalha”, de Hélia Correia.

Na Quinta da Cruz - Centro de Arte Contemporânea, Viseu

O Princípio de um Espectáculo com Gabriel Gomes

O Princípio de um Espectáculo com Gabriel Gomes

No seguimento dos encontros que o ano passado tivemos com Luis Miguel Cintra e Bruno Bravo, este ano convidamos criadores de teatro a falar sobre as suas metodologias e as ideias.

Gabriel Gomes é ator e membro fundador da companhia ArDemente e connosco irá partilhar a sua perspectiva.

Sobre Gabriel Gomes

Nascido a 1996, em Viseu, licenciou-se em Teatro – Ramo de Atores na Escola Superior de Teatro e Cinema, em Lisboa, finalizando o curso com espetáculo Primeira Imagem, de John Romão, no Teatro Nacional Dona Maria II, em Lisboa. Estreou-se em 2010 no Teatro Viriato, em Viseu, tendo entrado nos espetáculos Cenofobia, Dentro de mim, fora daqui, ambos com encenação de Graeme Pulleyn, e Sempre em frente até amanhecer, com direção de Márcio Meirelles (Brasil). Fundou a companhia de teatro ArDemente da qual destaca a criação e interpretação dos espetáculos FIRST SET, para o International Youth Drama Festival, em Macau e de Numa Natureza Morta, na Quinta da Cruz, em Viseu. Com Graeme Pulleyn integrou ainda o elenco dos espetáculos Labirinto, na Guarda, e Os Guardas do Museu de Bagdad. Com Giacomo Scalisi entrou como ator nos espetáculos Teatro das Compras e O Presente de César – Quem vai para o mar não volta à terra, ambos com produção do Teatro Viriato. Enquanto dramaturgo destaca a escrita coletiva do texto Tempostade para o projeto K-Cena, do Teatro Viriato, e a publicação em livro da peça original Éramos Nós, Uma Arma e Nós, pela Chiado Editora. Fez ainda dobragens para as séries Free Rein e Power Rangers. Como formador já coordenou várias oficinas e workshops em várias escolas e associações do concelho de Viseu e em Macau.

Na Quinta da Cruz - Centro de Arte Contemporânea, Viseu

O Princípio de um Espectáculo com Cristóvão Cunha

O Princípio de um Espectáculo com Cristóvão Cunha

No seguimento dos encontros que o ano passado tivemos com Luis Miguel Cintra e Bruno Bravo, este ano convidamos criadores de teatro a falar sobre as suas metodologias e as ideias.

Cristóvão Cunha é desenhador de luz, mas o seu papel na criação de espectáculos vai mais fundo do que isto, tendo estado na fundação de projectos como a Ritual de Domingo. Convidamo-lo para falar em CRETA sobre o que é o princípio de um espectáculo.

A conversa será moderada por Guilherme Gomes.

Sobre Cristóvão Cunha

Licenciado em Comunicação Social na ESEV, tem o curso de Comunicación Audiovisual na Facultad de Ciencias Sociales e de Animación Sociocultural da Universidad de Salamanca. Cineclubista convicto, foi presidente do Cine Clube de Viseu (agora na Assembleia Geral) e esteve envolvido como actor no Teatro da Academia e desenho de luz (grupo universitário) em Viseu, prémio melhor obra teatro FATAL 2012. Membro fundador do Fórum Nacional Teatro Universitário 1999.

Inicia o percurso profissional como técnico de luz no Teatro Viriato, e actualmente é coordenador técnico nas digressões nacional e internacional de Um Solo para a Sociedade e Last da Companhia Paulo Ribeiro, direcção técnica dos Jardins Efémeros, de Happy Island da Dançando com a Diferença & LaRibot, Syn.Tropia da MaoSimao, Fit (IN) de Yola Pinto e João de Brito. Participou em algumas datas na digressão de Bacantes de Marlene Freitas,  EggShells e Adorabilis de Jonas & Lander.e em espectáculos da Produções Independentes

Fez desenho de luz para Sónia Barbosa, Miguel Castro Caldas, Ricardo Vaz Trindade, Teatro do Vestido, Paulo Ribeiro (melhor coreografia SPA 2011), Madelena Vitorino (melhor coreografia SPA 2010), Circolando (da qual foi director técnico e desenhador de luz de 2006 a 2011, prémio público Festival de Almada 2008 e prémio SPA 2009 melhor cenografia), John Mowat, Romulus Neagu, Patrick Muryes, Ferloscardo, Yola Pinto, Emanuela Guaiana, Pieter Michael Dietz, Giacomo Scalisi, Jorge Fraga, Claudio Hauchman, Nuno Nunes, Gira Sol Azul, Marta Pazos, Rui Catalão, Leonor Keil (coreografias Olga Roriz e Tânia Carvalho), Amarelo Silvestre, João Cardoso, Graeme Pullyen, entre outros. Como director técnico dos “Jardins Efémeros” fez a iluminação de para Filho da Mãe, Sensible Soccers, Tiago Pereira, @C (Pedro Tudela), Dictaphone, Tó Trips, Nils Frahm, Rauelsson, Norberto Lobo, William Basinski e Gonçalo Gonçalves. Em 2013 elaborou “Sinos de Luz” com organização do Município de Viseu, uma instalação nos campanários das igrejas da cidade e em 2017 fez a iluminação do concerto homenagem a Dina (S. Luiz, Rivoli e Tivoli no Vodafone Mexefest)

A par dos trabalhos como desenhador de luz, é também encenador e director artístico do festival “Palco para dois ou Menos” pela associação NACO em Oliveirinha, Carregal do Sal desde 2006; foi formador no módulo “Iluminação” do curso de Animação Cultural da Escola Superior de Educação de Viseu, Escola Superior de Educação de Bragança, bem como num workshop intitulado “Do vazio à luz em si” orientado já para a Câmara Municipal de Viseu e Associação Orpheu de Águeda. Recentemente foi formador de “Rider Técnicos” pela ArtemRede. Membro fundador da associação Ritual de Domingo, da qual é Vice-Presidente, Produtor Executivo e Desenhador de Luz. É também membro do grupo de trabalho de desenhadores de luz associados ao sindicato Cenas-Te. Em 2020, durante a pandemia, engarrafou o seu primeiro vinho em parceria com o irão Henrique Cunha.

Na Quinta da Cruz - Centro de Arte Contemporânea, Viseu

O Princípio de um Espectáculo com Miguel Ramos e Rosário Melo

O Princípio de um Espectáculo com Miguel Ramos e Rosário Melo

No seguimento dos encontros que o ano passado tidos com Luis Miguel Cintra e Bruno Bravo, este ano o projecto CRETA convida criadores de teatro a falar sobre as suas metodologias e as ideias.

Miguel Ramos e Rosário Melo são membros-fundadores da companhia A Confederação, sediada no Porto, convidamo-los para falar em CRETA sobre o que é o princípio de um espectáculo.

A conversa será moderada pela actriz Nídia Roque.

Miguel Ramos

Miguel Ramos nasce na outrora denominada Bracara Augusta, fundada cerca de 16 a.c. pelo imperador César Augusto. Uma das mais antigas cidades cristãs, vem a tornar-se já no séc. XVIII um ex-libris do Barroco em Portugal. – Passando da psicologia à acção – Isto já nos idos de oitenta, 9 dias após o das mentiras e corrida muita história, nasce ele na não menos Barroca, mas agora denominada Braga. De signo Carneiro no Hemisfério Ocidental e do Tigre no Oriental, decide-se pelo desporto ainda catraio e vai por aí fora, viajando com a bola debaixo do braço. Debaixo do outro, e até à data ainda conserva os dois felizmente, trazia algumas partituras musicais. Não sabendo o que lhes fazer, faz-se em 2010 co-fundador da Confederação – colectivo de investigação teatral.

Rosário Melo

Rosário Melo nasceu no Porto, a 22 de Setembro de 1992, na Ordem da Lapa, após curtas horas de trabalho de parto. Concluiu o curso de Teatro-Interpretação na Escola Superior de Artes e Espetáculo (2010-2013) e frequentou o curso de Teatro – ramo Atores, na Escola Superior de Teatro e Cinema ao abrigo do programa Vasco da Gama (2012-2013). Em 2010 cruza-se com a Confederação e desde então tem vindo a colaborar com a companhia e a participar nos seus espectáculos. E a arrumar a casa. A da Confederação.

Confederação - Colectivo de Investigação Teatral

a Confederação é um coletivo de investigação teatral fundado no Porto (Portugal) a 10 de Julho de 2010. No seu campo de ação distinguem-se quatro áreas: Criação, Investigação, Edição e Formação. Os espetáculos de proximidade, com uma dramaturgia própria em torno das formas populares de Teatro, habitam o centro nevrálgico da sua criação e pensamento teatrais.
É na sequência destes trabalhos de criação que urgem os projetos de investigação que, para além da incidência nas formas populares de teatro, apresentam uma forte ligação entre o teatro e as imagens em movimento.
Ainda integrada nesta área de investigação, a Confederação criou em 2013 a coleção “Cadernos Hestóricos” na qual organiza, edita e devolve ao mundo, em forma livresca, parte dos seus objetos de investigação.
Em 2014 cria as Officinas, projetos de formação de curta e média duração que servem como campo de experimentação e criação de novas formas e técnicas pedagógicas relacionadas com o fazer teatral.

Porto, 12 Janeiro 2020
Eurico, o refinador

Na Casa do Miradouro, Viseu

O Princípio de um Espectáculo com Jorge Fraga

O Princípio de um Espectáculo com Jorge Fraga

No seguimento dos encontros que o ano passado tivemos com Luis Miguel Cintra e Bruno Bravo, este ano convidamos criadores de teatro a falar sobre as suas metodologias e as ideias.

Transformador teatral na região de Viseu, Jorge Fraga é um dos responsáveis pela criação do primeiro grupo de teatro profissional sediado na cidade. Numa conversa que é ao mesmo tempo sobre a sua carreira, com projectos como o Centelha, e o teatro em Viseu, perguntamos a Fraga o que é o princípio de um espectáculo.

A conversa será moderada por Guilherme Gomes.

No Museu de História da Cidade, Viseu

O Princípio de um Espectáculo com José António Tenente

O Princípio de um Espectáculo com José António Tenente

No seguimento dos encontros que o ano passado tivemos com Luis Miguel Cintra e Bruno Bravo, este ano convidamos criadores de teatro a falar sobre as suas metodologias e as ideias.

José António Tenente é um dos mais activos figurinistas portugueses, cúmplice de um conjunto tão variado quanto extenso de criadores, convidamo-lo para falar em CRETA sobre o que é o princípio de um espectáculo.

A conversa será moderada pela actriz Nídia Roque.

Sobre José António Tenente

Estilista português, nasceu em 1966, em Cascais, e, aos 17 anos, ingressou na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa para estudar arquitetura, mas, influenciado por um professor de artes, acabou por trocar este curso por um de design de Moda no Citem. Acabou o curso em 1986 e, de imediato, fez um estágio no gabinete de Ana Salazar, onde começou a dar mostras de grande talento. O seu estilo é, como o próprio o define, composto por linhas clássicas e corte tradicional, com a particularidade de as peças serem separadas, sem pensar em combinações. Tenente diz-se influenciado pelo imaginário romântico, relacionado com as músicas e leituras preferidas, normalmente calmas e pacíficas. No final de 1986 conseguiu apresentar a sua primeira coleção, intitulada “Cordas e Metais” inverno 86/87, no Teatro Ibérico, em Lisboa, e ainda foi a tempo de participar nas Manobras de maio, um evento de promoção da moda e de novos valores. Nos anos seguintes, apresentou com regularidade os seus trabalhos, desenhados no seu atelier de Cascais, e atingiu a internacionalização, em 1988, ao participar na Bienal de Jovens Criadores do Mediterrâneo, que decorreu na cidade italiana de Bolonha. O ano de 1990 ficou marcado pela inauguração da loja com o seu nome, na Rua do Carmo, em Lisboa, onde comercializa vestuário, malhas, sapatos, acessórios e fatos de banho. Participou também na exposição “Traje, um Objeto de Arte?”, que decorreu na Fundação Calouste Gulbenkian. Em 1991, continuou a apresentar as suas coleções no estrangeiro, com destaque para Paris e Dusseldorf. Em 1992, alargou a sua gama de produtos e, paralelamente às suas propostas em termos de roupa, lançou a coleção de sapatos e acessórios “Tenente por Pinto de Oliveira”. Nesse mesmo ano, foi convidado a integrar a exposição itinerante organizada pelo Instituto do Comércio Externo Português que, sob o título “Tradição e Qualidade”, passou por Paris, Amesterdão, Londres e Copenhaga. Daí para a frente, sucederam-se participações em festivais e mostras no estrangeiro, além de ser presença assídua em certames conceituados portugueses como o Portugal Fashion, o Moda Lisboa e o Porto Moda. Em 1997, venceu o concurso “Conceção das fardas para os funcionários e colaboradores da Expo’98”, em parceria com Maria Gambina.
Foi eleito, em 1998, o “Criador do Ano”, no âmbito dos prémios Look, a “Personalidade do Ano – Moda”, nos Globos de Ouro 97, e “Estilista do Ano” – troféu atribuído pela revista Nova Gente. Paralelamente à sua atividade de designer de roupas para o dia a dia, faz também figurinos para teatro e dança. Desenhou roupas para as peças Rei Lear, de Shakespeare, levada à cena pelo Teatro Experimental de Cascais, em 1990, A mais forte, de Strindberg, representada, em 1991, no Teatro da Trindade, em Lisboa, entre outras. No âmbito da dança colaborou nos figurinos de diversos espetáculos, com predominância para os apresentados pelo Ballet Gulbenkian. Por fim, Tenente dedica-se também a desenvolver a imagem de diversos artistas na televisão portuguesa, como foi o caso de Bárbara Guimarães no programa da SIC “Chuva de Estrelas” e do cantor Miguel Ângelo, quando este apresentava “Miguel Ângelo ao Vivo”. Foi ainda responsável pela imagem da cantora dos Madredeus, Teresa Salgueiro.

Na Quinta da Cruz, Viseu

O Princípio de um Espectáculo com Cátia Terrinca

O Princípio de um Espectáculo com Cátia Terrinca

No seguimento dos encontros que o ano passado tivemos com Luis Miguel Cintra e Bruno Bravo, este ano convidamos criadores de teatro a falar sobre as suas metodologias e as ideias que têm sobre o princípio de um espectáculo. Cátia Terrinca é a nossa primeira convidada. Sediada em Elvas, com o projecto UM Colectivo, convidamos a actriz e encenadora a falar-nos sobre teatro de uma maneira abrangente, e sobre a criação no contexto de uma cidade como Elvas.

Sobre Cátia Terrinca

Nascida em Lisboa, a 1990, com família cabo verdiana e portuguesa.
Atriz e dramaturgista licenciada em Teatro – Ramo Actores pela ESTC – Escola Superior de Teatro e Cinema e pela RESAD – Real Escuela Superior de Arte Dramático (especialização em Teatro Gestual). Participa em diversas formações complementares, das quais destaca Estágio Ciência Viva em Arquitectura Paisagista, com Arq Ribeiro Telles (2008), Formação em Dança e Escrita, com Sofia Neuparth, no c.e.m., (2012), Mergulhar num processo, com Vera Mantero e André Lepecki (2012), para além de aulas regulares de Teatro Butoh e Dança Contemporânea.
Em 2009, funda uma estrutura informal, colectivo 3.14, com a qual experimenta linguagens performáticas e intimistas em espaços não convencionais, desenvolvendo trabalho em Mindelo (Cabo Verde) e no bairro da bica (Lisboa). Simultaneamente, começa como actriz a trabalhar com Mónica Calle, Francisco Salgado, Daniel Gorjão e mais tarde com Paulo Lage, Rogério de Carvalho, António Durães, Pedro Sousa Loureiro e Mathias Langhoff, em estruturas como Teatro de Almada, TNDMII e em Festivais como Mindelact, Frindge Madrid, Festival Teatro de Almada.
Em 2013 funda, em conjunto com Ricardo Boléo, a Associação Cultural UMCOLETIVO. Actualmente, é directora artística da estrutura, sedeada em Elvas, na qual explora processos de rescrita como dramaturgista e actriz, valorizando a questão feminina na cena. Como actriz, integra as equipas dos dezasseis espectáculos, dos quais destaca Inércia (2014), a partir do inédito de Fernando Pessoa, silêncio (2015), a partir de Rúben A., e TRÊS IRMÃS: Irina, Macha, Olga (2015 e 2016), reescrita de Tchekhov, distinguida com o Prémio Time Out para melhor espectáculo e melhor actriz de 2016.
Recentemente, interessa-lhe também o trabalho de criação, procurando construir uma linguagem que contrarie o frenesim quotidiano e capitalista, criando um tempo sagrado do qual possam nascer cumplicidades e empatia entre performer e espectador. Como criadora, assina ESCURIDÃO BONITA (a partir do texto homónimo de Ondjaki), TRÊS IRMÃS (a partir de Tchekhov) e CARTAS (a partir das Cartas de Maria Helena Vilhena a Amílcar Cabral), processos que se equilibram entre teatro e performance, oferecendo a centralidade à mulher.
Desenvolveu um projecto pessoal de escrita em cena (em torno da gravidez) chamado CASA-PARTIDA.

Na Casa do Miradouro, Viseu