O Lugar De Onde Se Ouve

Em vez de “o lugar de onde vê”, que é o que a palavra teatro quer dizer na sua origem. Neste podcast, convidamos a que ouçam uma realidade imaginada para um lugar real. Da Mata do Fontelo aos claustros da Sé de Viseu, passando por um quarto, ou um canto, ao longo de sete episódios convidamos a que vão a estes lugares sem ter que lá estar.

Na Cava de Viriato, onde a bruma apaga as biografias, transformando tudo num anonimato silencioso, um homem visita o espaço com o corpo de outro, um estranho que não sacode as memórias que caem das folhas. A maldição de um herói é ser transformado em pedra.

Texto de Ricardo Cabaça
Interpretação de Pedro Filipe Mendes
Sonorizado e editado por Sérgio Delgado
Introdução: Ana Seia de Matos (voz)
Ilustração: L FIlipe dos Santos
Este episódio foi uma oferta da Companhia 33 Ânimos

Regressamos à Mata do Fontelo, em Viseu. “Já não estamos lá mas é como se nunca tivéssemos saído” – Parte 2, da companhia Mochos no Telhado, convida-nos a revisitar esta histórica mata viseense para, embalados pela voz do protagonista, preenchermos o lugar de memórias. “O Lugar de Onde se Ouve” deve ser ouvido, sempre que possível, no lugar onde a cena se passa.

Criação: Mochos no Telhado
Texto, interpretação e sonorização: Dennis Xavier
Participação: Sofia Moura
Introdução: Ana Seia de Matos (voz); Sérgio Delgado (mistura)
Ilustração: L Filipe dos Santos

Um quarto com uma janela para paisagens distantes. “Caribe”, de Raquel Castro mostra-nos o conflito de quem, nunca saindo do quarto, ambiciona pisar o suave areal de uma praia distante.

Texto e Interpretação de Raquel Castro
Sonorizado e editado por Sérgio Delgado
Introdução: Ana Seia de Matos (voz)
Ilustração: L Filipe dos Santos
Agradecimentos: Pedro Costa

Os claustros da Sé de Viseu são o palco de um encontro entre uma mulher e um estranho violinista que lhe pede toda a sua atenção: ela conta-nos como a canção tocada por ele a salva e condena ao mesmo tempo.

Texto de Guilherme Gomes
Interpretado por Nídia Roque
Sonorizado e editado por Sérgio Delgado
Introdução: Ana Seia de Matos (voz)
Ilustração: corcoise.net

Num canto, num canto do quarto, num canto do mundo, num canto. Uma voz num canto, a anunciar todo o potencial do seu movimento. “Nada mais curioso do que estar no canto do quarto” é sobre o conflito entre a conquista do nosso canto e a sede do mundo inteiro.

Texto de João Cachola
Interpretado por Roberto Terra
Sonorizado e editado por Sérgio Delgado
Introdução: Ana Seia de Matos (voz)
Ilustração: corcoise.net

É na Mata do Fontelo, em Viseu. “Já não estamos lá mas é como se nunca tivéssemos saído”, da companhia Mochos no Telhado, convida-nos a escolher um lugar nesta histórica mata viseense para, embalados pela voz da protagonista, preenchermos o lugar de memórias. “O Lugar de Onde se Ouve” deve ser ouvido, sempre que possível, no lugar onde a cena se passa.

Criação: Mochos no Telhado
Texto e interpretação: Sofia Moura
Desenho de som: Dennis Xavier
Introdução: Ana Seia de Matos (voz); Sérgio Delgado (mistura)
Ilustração: corcoise.net