Um podcast sobre espectadores, criado por Ana Bento, que traz à escuta histórias da vida quotidiana que se cruzam com o exercício artístico, mais especificamente com o teatro. Pequenos episódios, pequenas histórias, grandes histórias com pequenos detalhes, histórias quase invisíveis de tão poucas pessoas que as conhecem que se tornam agora, aqui, visíveis.

Em novembro de 2019, um grupo de reclusos do Estabelecimento Prisional do Campo, em Viseu, foi desafiado a ter o seu Primeiro Encontro com o processo criativo artístico no âmbito de um projecto desenvolvido pelo Teatro Viriato com alguns dos seus artistas associados.

Foi neste encontro que Sónia Barbosa, actriz e encenadora, levou o teatro a Sérgio Moura.

Um encontro curioso, feito de coincidências, pensamentos emoções fortes a partir de um excerto específico do romance ‘Os irmãos Karamazov’. Um encontro em que o contexto teatral e o teatro estão como uma espécie de camada que protege o lado psicológico e o real.

Criação: Ana Bento
A partir de entrevistas com: Sérgio Moura e Sónia Barbosa
Música e Sonoplastia: Ana Bento (excepto ‘Letila Zozula’, canção tradicional ucraniana interpretada por Ana Bento)
Participação especial: Nuno Nunes (interpretação de excerto de texto d’Os irmãos Karamazov de F. Dostoiévski)
Indicativo: Bruno Pinto (guitarra)
Voz do indicativo e dos créditos: Ana Seia de Matos
Ilustração: Rosário Pinheiro

É quase uma utopia quando pessoas de um meio absolutamente improvável se tornam espectadores de teatro para quem o teatro e as artes em geral se tornam uma necessidade. Sim, trata-se de um grupo específico, um pequeno grupo que entretanto se encontra semanalmente em Viana do Castelo e do qual José Esteves faz parte, mas espectador a espectador pode fazer-se com que o teatro e as artes sejam um espaço verdadeiramente democratizado e acessível a todos.

Criação: Ana Bento
A partir de entrevistas com: José Esteves e Ricardo Simões
Sonoplastia: Ana Bento
Música: excertos do tema ‘Barbela’ (Chinchilas) e excerto da banda sonora do espectáculo ‘Estaleiros’ (Noiserv)
Indicativo: Bruno Pinto (guitarra)
Voz do indicativo e dos créditos: Ana Seia de Matos
Ilustração: Rosário Pinheiro

Ana Bento deixa um agradecimento especial ao Graeme Pulleyn por lhe ter dado a conhecer a história de José Esteves e do seu encontro com o Teatro do Noroeste

Houve um tempo em que o público ía ao teatro mas “não tinha conhecimento” do que é o teatro e “não sabia estar”. Agora, num tempo em que o público está “educado” e “formado”, eis que surge um fenómeno: uma pessoa sai de casa, compra um bilhete, senta-se na plateia, é dado o anúncio de início do espectáculo, o espectáculo começa, há muitos códigos teatrais que fazem perceber que se está no teatro, mas ainda assim… o público não se limita a ser espectador e intervém!

Criação: Ana Bento
A partir de entrevistas com: Lídio Pontes, Manuel Guicho, Rui M. Silva e Cristina Janicas
Sonoplastia: Ana Bento
Música: excertos dos temas ‘Ta-hí’ (de Joubert de Carvalho pela Orquestra de Jazz Brunswick), ‘Grândola’ e ‘Cantar Alentejano’ (José Afonso) e excerto da banda sonora do espectáculo ‘Catarina e a beleza de matar fascistas (canção com arranjo de João Henriques)
Indicativo: Bruno Pinto (guitarra)
Voz do indicativo e dos créditos: Ana Seia de Matos
Ilustração: Rosário Pinheiro

Ana Bento agradece especialmente à Catarina Barros, ao Guilherme Gomes e ao Manu (Emanuel Santos) pela ajuda preciosa para ter chegado aos protagonistas deste episódio e às histórias que estes contam.

Ana Bento

Multi-instrumentista, compositora e workshop leader, iniciou os estudos musicais no Conservatório de Música de Viseu. Licenciou-se em Educação Musical (2001) e frequentou uma pós-graduação em Musicoterapia no C.I.M. de Bilbao (2002). Paralelamente realizou um percurso formativo na área da pedagogia musical com Pierre Van Hawe, Jos Wuytack, Edwin Gordon, Verena Maschat, Murray Schafer, Soili Perkiö, entre outros. Estudou saxofone com Mário Santos e João Martins.

No início da sua carreira fez parte da Orquestra Juvenil do Centro e, actualmente, integra os projectos Aurora Brava, Tranglomango, Colectivo Gira Sol Azul e Stopestra, colaborando, pontualmente, noutros projetos musicais, nomeadamente The Dirty Coal Train, entre outros.

Compôs, interpretou e dirigiu ao vivo a música de espetáculos encenados por Helen Ainsworth, Graeme Pulleyn, Sónia Barbosa, Rafaela Santos, Márcio Meirelles, Maria Gil, Filipa Francisco, Joana Providência, Romulus Neagu, entre outros.

Co-fundou a Associação Gira Sol Azul na qual colabora e integra a equipa de vários projetos musicais.

Tem desenvolvido vários projectos no âmbito da música e comunidade como o grupo vocal feminino Cotovia, a Orquestra (in)fusão (que integra vários grupos musicais e músicos profissionais e amadores que se envolvem activamente na criação de um repertório original), o grupo de octogenários A Voz do Rock (que foi distinguido em 2019 com o prémio Boas Práticas de Envelhecimento Activo da CCDRC) e outros projectos de carácter mais pontual como Primeiro Encontro (desenvolvido pelo Teatro Viriato no Estabelecimento Prisional do Campo).

Desenhou e interpretou vários percursos artísticos para a Rede Caminhos Médio Tejo, festival Bons Sons e festival Dar a Ouvir.

Integra a equipa factor-E da Casa da Música desde 2008 com a criação de oficinas e concertos para a infância. É artista associada do Teatro Viriato desde 2014.

Lançamento
dos Episódios

27 Novembro, 2021. 19h00
Carmo'81, Viseu

Por ocasião da apresentação de “Quase Invisível”, o podcast de Ana Bento sobre histórias de espectadores, convidamos a companhia Teatro Meia Volta para falar do projecto “O Público vai ao Teatro”.
A conversa com a criadora e a companhia, em torno do trabalho de formação e mediação de público, culminará no lançamento do primeiro episódio de “Quase Invisível”.

No Carmo'81