O Princípio de um Espectáculo com Miguel Jesus

O Princípio de um Espectáculo com Miguel Jesus

No seguimento dos encontros que o ano passado tivemos com Luis Miguel Cintra e Bruno Bravo, este ano convidamos criadores de teatro a falar sobre as suas metodologias e as ideias.

Miguel Jesus encenador e membro da direcção artística do Teatro O Bando e connosco irá partilhar a sua perspectiva.

Sobre Miguel Jesus

É licenciado em Artes do Espectáculo pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É membro da direcção da cooperativa e da direcção artística do Teatro O Bando na área da Dramaturgia. Trabalhou como assistente de encenação e coordenador de produção de vários espectáculos encenados por João Brites.  Como encenador, dirigiu vários espectáculos com uma forte componente musical (desde concertos encenados a uma ópera infantil), bem como espectáculos ao ar livre e em espaços inusitados. Como dramaturgista, já criou espectáculos a partir de poemas de Manuel António Pina, António Maria Lisboa e Almada Negreiros, e a partir de romances e contos de Vergílio Ferreira, Hélia Correia, Mia Couto, José Eduardo Agualusa, Raul Brandão e Dante Alighieri. Em 2010 fundou a GALATEIA – Edição e Produção Cultural, onde publicou INÊS MORRE, uma peça de teatro sobre o mito histórico de Pedro e Inês. Em 2010 publicou o seu primeiro livro de poemas, PRIMEIRA ESTRADA, do qual realizou leituras musicadas em diversos locais; em 2014 publicou QUARENTENA – compilação de poemas presentes no espectáculo homónimo de celebração dos 40 anos de existência do Teatro O Bando; e em 2019, PURGATÓRIO, texto da adaptação livre que fez das palavras de Dante Alighieri, traduzidas por Sophia de Mello Breyner Andresen. Em 2020 encenou o espectáculo ANTES DO MAR a partir do romance “Um Bailarino na Batalha”, de Hélia Correia.

Na Quinta da Cruz - Centro de Arte Contemporânea, Viseu

O Princípio de um Espectáculo com Cristóvão Cunha

O Princípio de um Espectáculo com Cristóvão Cunha

No seguimento dos encontros que o ano passado tivemos com Luis Miguel Cintra e Bruno Bravo, este ano convidamos criadores de teatro a falar sobre as suas metodologias e as ideias.

Cristóvão Cunha é desenhador de luz, mas o seu papel na criação de espectáculos vai mais fundo do que isto, tendo estado na fundação de projectos como a Ritual de Domingo. Convidamo-lo para falar em CRETA sobre o que é o princípio de um espectáculo.

A conversa será moderada por Guilherme Gomes.

Sobre Cristóvão Cunha

Licenciado em Comunicação Social na ESEV, tem o curso de Comunicación Audiovisual na Facultad de Ciencias Sociales e de Animación Sociocultural da Universidad de Salamanca. Cineclubista convicto, foi presidente do Cine Clube de Viseu (agora na Assembleia Geral) e esteve envolvido como actor no Teatro da Academia e desenho de luz (grupo universitário) em Viseu, prémio melhor obra teatro FATAL 2012. Membro fundador do Fórum Nacional Teatro Universitário 1999.

Inicia o percurso profissional como técnico de luz no Teatro Viriato, e actualmente é coordenador técnico nas digressões nacional e internacional de Um Solo para a Sociedade e Last da Companhia Paulo Ribeiro, direcção técnica dos Jardins Efémeros, de Happy Island da Dançando com a Diferença & LaRibot, Syn.Tropia da MaoSimao, Fit (IN) de Yola Pinto e João de Brito. Participou em algumas datas na digressão de Bacantes de Marlene Freitas,  EggShells e Adorabilis de Jonas & Lander.e em espectáculos da Produções Independentes

Fez desenho de luz para Sónia Barbosa, Miguel Castro Caldas, Ricardo Vaz Trindade, Teatro do Vestido, Paulo Ribeiro (melhor coreografia SPA 2011), Madelena Vitorino (melhor coreografia SPA 2010), Circolando (da qual foi director técnico e desenhador de luz de 2006 a 2011, prémio público Festival de Almada 2008 e prémio SPA 2009 melhor cenografia), John Mowat, Romulus Neagu, Patrick Muryes, Ferloscardo, Yola Pinto, Emanuela Guaiana, Pieter Michael Dietz, Giacomo Scalisi, Jorge Fraga, Claudio Hauchman, Nuno Nunes, Gira Sol Azul, Marta Pazos, Rui Catalão, Leonor Keil (coreografias Olga Roriz e Tânia Carvalho), Amarelo Silvestre, João Cardoso, Graeme Pullyen, entre outros. Como director técnico dos “Jardins Efémeros” fez a iluminação de para Filho da Mãe, Sensible Soccers, Tiago Pereira, @C (Pedro Tudela), Dictaphone, Tó Trips, Nils Frahm, Rauelsson, Norberto Lobo, William Basinski e Gonçalo Gonçalves. Em 2013 elaborou “Sinos de Luz” com organização do Município de Viseu, uma instalação nos campanários das igrejas da cidade e em 2017 fez a iluminação do concerto homenagem a Dina (S. Luiz, Rivoli e Tivoli no Vodafone Mexefest)

A par dos trabalhos como desenhador de luz, é também encenador e director artístico do festival “Palco para dois ou Menos” pela associação NACO em Oliveirinha, Carregal do Sal desde 2006; foi formador no módulo “Iluminação” do curso de Animação Cultural da Escola Superior de Educação de Viseu, Escola Superior de Educação de Bragança, bem como num workshop intitulado “Do vazio à luz em si” orientado já para a Câmara Municipal de Viseu e Associação Orpheu de Águeda. Recentemente foi formador de “Rider Técnicos” pela ArtemRede. Membro fundador da associação Ritual de Domingo, da qual é Vice-Presidente, Produtor Executivo e Desenhador de Luz. É também membro do grupo de trabalho de desenhadores de luz associados ao sindicato Cenas-Te. Em 2020, durante a pandemia, engarrafou o seu primeiro vinho em parceria com o irão Henrique Cunha.

Na Quinta da Cruz - Centro de Arte Contemporânea, Viseu

O Princípio de um Espectáculo com Miguel Ramos e Rosário Melo

O Princípio de um Espectáculo com Miguel Ramos e Rosário Melo

No seguimento dos encontros que o ano passado tidos com Luis Miguel Cintra e Bruno Bravo, este ano o projecto CRETA convida criadores de teatro a falar sobre as suas metodologias e as ideias.

Miguel Ramos e Rosário Melo são membros-fundadores da companhia A Confederação, sediada no Porto, convidamo-los para falar em CRETA sobre o que é o princípio de um espectáculo.

A conversa será moderada pela actriz Nídia Roque.

Miguel Ramos

Miguel Ramos nasce na outrora denominada Bracara Augusta, fundada cerca de 16 a.c. pelo imperador César Augusto. Uma das mais antigas cidades cristãs, vem a tornar-se já no séc. XVIII um ex-libris do Barroco em Portugal. – Passando da psicologia à acção – Isto já nos idos de oitenta, 9 dias após o das mentiras e corrida muita história, nasce ele na não menos Barroca, mas agora denominada Braga. De signo Carneiro no Hemisfério Ocidental e do Tigre no Oriental, decide-se pelo desporto ainda catraio e vai por aí fora, viajando com a bola debaixo do braço. Debaixo do outro, e até à data ainda conserva os dois felizmente, trazia algumas partituras musicais. Não sabendo o que lhes fazer, faz-se em 2010 co-fundador da Confederação – colectivo de investigação teatral.

Rosário Melo

Rosário Melo nasceu no Porto, a 22 de Setembro de 1992, na Ordem da Lapa, após curtas horas de trabalho de parto. Concluiu o curso de Teatro-Interpretação na Escola Superior de Artes e Espetáculo (2010-2013) e frequentou o curso de Teatro – ramo Atores, na Escola Superior de Teatro e Cinema ao abrigo do programa Vasco da Gama (2012-2013). Em 2010 cruza-se com a Confederação e desde então tem vindo a colaborar com a companhia e a participar nos seus espectáculos. E a arrumar a casa. A da Confederação.

Confederação - Colectivo de Investigação Teatral

a Confederação é um coletivo de investigação teatral fundado no Porto (Portugal) a 10 de Julho de 2010. No seu campo de ação distinguem-se quatro áreas: Criação, Investigação, Edição e Formação. Os espetáculos de proximidade, com uma dramaturgia própria em torno das formas populares de Teatro, habitam o centro nevrálgico da sua criação e pensamento teatrais.
É na sequência destes trabalhos de criação que urgem os projetos de investigação que, para além da incidência nas formas populares de teatro, apresentam uma forte ligação entre o teatro e as imagens em movimento.
Ainda integrada nesta área de investigação, a Confederação criou em 2013 a coleção “Cadernos Hestóricos” na qual organiza, edita e devolve ao mundo, em forma livresca, parte dos seus objetos de investigação.
Em 2014 cria as Officinas, projetos de formação de curta e média duração que servem como campo de experimentação e criação de novas formas e técnicas pedagógicas relacionadas com o fazer teatral.

Porto, 12 Janeiro 2020
Eurico, o refinador

Na Casa do Miradouro, Viseu

O Princípio de um Espectáculo com Jorge Fraga

O Princípio de um Espectáculo com Jorge Fraga

No seguimento dos encontros que o ano passado tivemos com Luis Miguel Cintra e Bruno Bravo, este ano convidamos criadores de teatro a falar sobre as suas metodologias e as ideias.

Transformador teatral na região de Viseu, Jorge Fraga é um dos responsáveis pela criação do primeiro grupo de teatro profissional sediado na cidade. Numa conversa que é ao mesmo tempo sobre a sua carreira, com projectos como o Centelha, e o teatro em Viseu, perguntamos a Fraga o que é o princípio de um espectáculo.

A conversa será moderada por Guilherme Gomes.

No Museu de História da Cidade, Viseu

O Princípio de um Espectáculo com José António Tenente

O Princípio de um Espectáculo com José António Tenente

No seguimento dos encontros que o ano passado tivemos com Luis Miguel Cintra e Bruno Bravo, este ano convidamos criadores de teatro a falar sobre as suas metodologias e as ideias.

José António Tenente é um dos mais activos figurinistas portugueses, cúmplice de um conjunto tão variado quanto extenso de criadores, convidamo-lo para falar em CRETA sobre o que é o princípio de um espectáculo.

A conversa será moderada pela actriz Nídia Roque.

Sobre José António Tenente

Estilista português, nasceu em 1966, em Cascais, e, aos 17 anos, ingressou na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa para estudar arquitetura, mas, influenciado por um professor de artes, acabou por trocar este curso por um de design de Moda no Citem. Acabou o curso em 1986 e, de imediato, fez um estágio no gabinete de Ana Salazar, onde começou a dar mostras de grande talento. O seu estilo é, como o próprio o define, composto por linhas clássicas e corte tradicional, com a particularidade de as peças serem separadas, sem pensar em combinações. Tenente diz-se influenciado pelo imaginário romântico, relacionado com as músicas e leituras preferidas, normalmente calmas e pacíficas. No final de 1986 conseguiu apresentar a sua primeira coleção, intitulada “Cordas e Metais” inverno 86/87, no Teatro Ibérico, em Lisboa, e ainda foi a tempo de participar nas Manobras de maio, um evento de promoção da moda e de novos valores. Nos anos seguintes, apresentou com regularidade os seus trabalhos, desenhados no seu atelier de Cascais, e atingiu a internacionalização, em 1988, ao participar na Bienal de Jovens Criadores do Mediterrâneo, que decorreu na cidade italiana de Bolonha. O ano de 1990 ficou marcado pela inauguração da loja com o seu nome, na Rua do Carmo, em Lisboa, onde comercializa vestuário, malhas, sapatos, acessórios e fatos de banho. Participou também na exposição “Traje, um Objeto de Arte?”, que decorreu na Fundação Calouste Gulbenkian. Em 1991, continuou a apresentar as suas coleções no estrangeiro, com destaque para Paris e Dusseldorf. Em 1992, alargou a sua gama de produtos e, paralelamente às suas propostas em termos de roupa, lançou a coleção de sapatos e acessórios “Tenente por Pinto de Oliveira”. Nesse mesmo ano, foi convidado a integrar a exposição itinerante organizada pelo Instituto do Comércio Externo Português que, sob o título “Tradição e Qualidade”, passou por Paris, Amesterdão, Londres e Copenhaga. Daí para a frente, sucederam-se participações em festivais e mostras no estrangeiro, além de ser presença assídua em certames conceituados portugueses como o Portugal Fashion, o Moda Lisboa e o Porto Moda. Em 1997, venceu o concurso “Conceção das fardas para os funcionários e colaboradores da Expo’98”, em parceria com Maria Gambina.
Foi eleito, em 1998, o “Criador do Ano”, no âmbito dos prémios Look, a “Personalidade do Ano – Moda”, nos Globos de Ouro 97, e “Estilista do Ano” – troféu atribuído pela revista Nova Gente. Paralelamente à sua atividade de designer de roupas para o dia a dia, faz também figurinos para teatro e dança. Desenhou roupas para as peças Rei Lear, de Shakespeare, levada à cena pelo Teatro Experimental de Cascais, em 1990, A mais forte, de Strindberg, representada, em 1991, no Teatro da Trindade, em Lisboa, entre outras. No âmbito da dança colaborou nos figurinos de diversos espetáculos, com predominância para os apresentados pelo Ballet Gulbenkian. Por fim, Tenente dedica-se também a desenvolver a imagem de diversos artistas na televisão portuguesa, como foi o caso de Bárbara Guimarães no programa da SIC “Chuva de Estrelas” e do cantor Miguel Ângelo, quando este apresentava “Miguel Ângelo ao Vivo”. Foi ainda responsável pela imagem da cantora dos Madredeus, Teresa Salgueiro.

Na Quinta da Cruz, Viseu

O Princípio de um Espectáculo com Cátia Terrinca

O Princípio de um Espectáculo com Cátia Terrinca

No seguimento dos encontros que o ano passado tivemos com Luis Miguel Cintra e Bruno Bravo, este ano convidamos criadores de teatro a falar sobre as suas metodologias e as ideias que têm sobre o princípio de um espectáculo. Cátia Terrinca é a nossa primeira convidada. Sediada em Elvas, com o projecto UM Colectivo, convidamos a actriz e encenadora a falar-nos sobre teatro de uma maneira abrangente, e sobre a criação no contexto de uma cidade como Elvas.

Sobre Cátia Terrinca

Nascida em Lisboa, a 1990, com família cabo verdiana e portuguesa.
Atriz e dramaturgista licenciada em Teatro – Ramo Actores pela ESTC – Escola Superior de Teatro e Cinema e pela RESAD – Real Escuela Superior de Arte Dramático (especialização em Teatro Gestual). Participa em diversas formações complementares, das quais destaca Estágio Ciência Viva em Arquitectura Paisagista, com Arq Ribeiro Telles (2008), Formação em Dança e Escrita, com Sofia Neuparth, no c.e.m., (2012), Mergulhar num processo, com Vera Mantero e André Lepecki (2012), para além de aulas regulares de Teatro Butoh e Dança Contemporânea.
Em 2009, funda uma estrutura informal, colectivo 3.14, com a qual experimenta linguagens performáticas e intimistas em espaços não convencionais, desenvolvendo trabalho em Mindelo (Cabo Verde) e no bairro da bica (Lisboa). Simultaneamente, começa como actriz a trabalhar com Mónica Calle, Francisco Salgado, Daniel Gorjão e mais tarde com Paulo Lage, Rogério de Carvalho, António Durães, Pedro Sousa Loureiro e Mathias Langhoff, em estruturas como Teatro de Almada, TNDMII e em Festivais como Mindelact, Frindge Madrid, Festival Teatro de Almada.
Em 2013 funda, em conjunto com Ricardo Boléo, a Associação Cultural UMCOLETIVO. Actualmente, é directora artística da estrutura, sedeada em Elvas, na qual explora processos de rescrita como dramaturgista e actriz, valorizando a questão feminina na cena. Como actriz, integra as equipas dos dezasseis espectáculos, dos quais destaca Inércia (2014), a partir do inédito de Fernando Pessoa, silêncio (2015), a partir de Rúben A., e TRÊS IRMÃS: Irina, Macha, Olga (2015 e 2016), reescrita de Tchekhov, distinguida com o Prémio Time Out para melhor espectáculo e melhor actriz de 2016.
Recentemente, interessa-lhe também o trabalho de criação, procurando construir uma linguagem que contrarie o frenesim quotidiano e capitalista, criando um tempo sagrado do qual possam nascer cumplicidades e empatia entre performer e espectador. Como criadora, assina ESCURIDÃO BONITA (a partir do texto homónimo de Ondjaki), TRÊS IRMÃS (a partir de Tchekhov) e CARTAS (a partir das Cartas de Maria Helena Vilhena a Amílcar Cabral), processos que se equilibram entre teatro e performance, oferecendo a centralidade à mulher.
Desenvolveu um projecto pessoal de escrita em cena (em torno da gravidez) chamado CASA-PARTIDA.

Na Casa do Miradouro, Viseu

O Princípio de um Espectáculo com Bruno Bravo

O Princípio de um Espectáculo com Bruno Bravo

A masterclass compreende uma pequena conversa e debate sobre a adaptação de obras literárias para cena.
Tomando como ponto de partida dois espetáculos produzidos pelos Primeiros Sintomas – PINOCCHIO, a partir de Carlo Collodi (Teatro Maria Matos, 2016) e A HISTÓRIA ASSOMBROSA DE COMO O CAPITÃO MICHEL ALBAN PERDEU O SEU BRAÇO, a partir de um conto de  Gaston Leroux (Ribeira, 2017) – propõe-se uma reflexão sobre o valor e a pertinência da adaptação para  linguagem teatral de obras literárias universais, procurando auscultar as diferenças e os pontos de encontro entre o processo de adaptação para cena de um livro que foi escrito para ser lido e de uma obra dramática que foi escrita para ser teatralizada.

Sobre Bruno Bravo

Ator e encenador.
Cofundador e diretor artístico da companhia Primeiros Sintomas. Professor de Interpretação na Escola Superior de Teatro e Cinema.

No Clube de Viseu

O Princípio de um Espectáculo com Luis Miguel Cintra

O Princípio de um Espectáculo com Luis Miguel Cintra

Este é um encontro sobre Encenação. Para isso, aproveitamos a estadia de Luís Miguel Cintra em Viseu – para a criação de ERMAFRODITE, que apresentamos nos dias 27, 28, e 29 de Junho, na Incubadora do Centro Histórico – para ficarmos a conhecer algumas ideias daquele que é um dos nomes mais influentes do Teatro Português. Luís Miguel Cintra dirigiu durante mais de quarenta anos o Teatro da Cornucópia, companhia onde encenou e interpretou mais de cem espectáculos. O encontro com o histórico encenador acontece no dia 15 de Junho, na Incubadora do Centro Histórico, às 15h00.

Sobre Luís Miguel Cintra

Luís Miguel Cintra inicia-se no teatro em 1968, no Grupo de Teatro de Letras, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Tinha finalizado o terceiro ano de Filologia Românica, quando, no ano de 1970, partiu para o Reino Unido. Aí, com o apoio de uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian, completou o Acting Technical Course, da Bristol Old Vic Theatre School.

Em 1973, já diplomado pela Old Vic e regressado a Portugal, funda o Teatro da Cornucópia, com Jorge Silva Melo,. Na Cornucópia, Luís Miguel Cintra centraria a sua carreira de mais de 40 anos no teatro, quer como ator, quer como encenador.

Foi, simultaneamente, ator e encenador de peças de autores tão diversos como Brecht, Tchekhóv, Goethe, Molière, Ésquilo, Séneca, Sófocles, Edward Bond, Gorki, Jordheuil, Horvath, Gil Vicente, Samuel Beckett, Kroetz, Buchner, Wenzel, Shakespeare, Lope de Vega, Heiner Muller, Botho Strauss, Beaumarchais, Pier Paolo Pasolini, R. W. Fassbinder, Luís de Camões, António José da Silva, Stravinski, Jean Claude Biette, Raul Brandão, Calderón, entre muitos outros.

Em co-produção com a RTP, e ainda na Cornucópia, encenou, em 1990, Façade e O Urso, de William Walton, sob a direção musical de João Paulo Santos. Em 1996, na Culturgest, apresentou The Strangler de Martinu; em 2000, em co-produção do Teatro da Cornucópia/Culturporto/Teatro Nacional de São Carlos/Orquestra Nacional do Porto, The English Cat, de H. W. Henze e, em 2004, Le Vin Herbé de Frank Martin para o Teatro Aberto.

Como recitante colaborou com o Coro do Teatro Nacional de S. Carlos, com o Coro Gulbenkian, e com Nuno Vieira de Almeida em recitais com obras de Hans Werner Henze, Honneger, Schubert, Lizt, Satie, Poulenc e Garcia Lorca. Para o Teatro Nacional de S. Carlos fez a direcção de actores e interpretou o papel titular de Manfred de Schumann e Byron sob a direcção musical de Marko Letonja.

Em 1984 participou com o seu grupo no Festival de Teatro da Bienal de Veneza. Ainda em 1988 encenou para o Festival de Avignon, com Maria de Medeiros, o espectáculo La Mort du Prince et Autres Fragments de Fernando Pessoa que voltou a apresentar no ano seguinte, no Festival de Outono de Paris. Em Itália apresentou-se com o Teatro da Cornucópia em Udine na realização do projecto de formação de actores L’École des Maitres, que lhe foi dedicada, em 1991.

Além do teatro Luís Miguel Cintra impôs a sua presença em dezenas de filmes do cinema português tendo sido dirigido por João César Monteiro,  Manoel de Oliveira, Paulo Soares da Rocha, Luís Filipe Rocha, Solveig Nordlund, Jorge Silva Melo, Christine Laurent, José Álvaro de Morais, Teresa Villaverde, João Botelho, Pablo Llorca, Jorge Cramez, John Malkovich, Raquel Freire, Jean-Charles Fitoussi, Catarina Ruivo e outros.

Dos prémios que recebeu salientam-se: Prémio Bordalo da Casa da Imprensa em 1995 (Melhor Intepretação em Cinema) e em 1997 (Interpretação em Teatro); Globo de Ouro em 1999 para a Personalidade do Ano em Teatro, o Globo de Ouro para Melhor Actor de Teatro, pela sua interpretação em Esopaida ou a Vida de Esopo, de António José da Silva, O Judeu (em 2003); Prémio Pessoa (em 2005). Recebeu o grau de Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada em 9 de Junho de 1998. Em Julho de 2016 foi homenageado no Teatro Municipal de São Luís com a atribuição do seu nome à sala principal. Em 2017 recebe o prémio Árvore da Vida.

Na Incubadora do Centro Histórico